segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Voy age (novô!)

VOY AGE (NOVÔ!)

Em algum momento da história, não escolhido por você, em algum lugar da oceânica dimensão terrestre, também não escolhido por você, você, sem escolhas, desembarca da nave-maria e inicia voyage sem rumo, tempo ou roteiro definido. Por ora, apenas voy...

​O tempo passa, passatempo, da frágil idade para a ágil idade vocêu sente! Age, age, reage. Ao redor, enquanto respira, o mundo conspira, age, age, reage. Biologizando a química, duas tortas retas, não paralelas, se misturam e, misturadas, levam ao novo. Não é você e nem eu, na verdade é o vocéu!

Não busque entender tudo. Vocêu não I.A., vocêu cria, procria! O pobre português, com sobras de espanhol, inglês efrancês, não servem a europês, mas alimentam o brasilês! Portanto, mesmo sem asas, voy... "Au-d'ssus des vies volcans": Voyage, voyage! Éternellement!

E para o que não depende de si, ore ao sino, rumo, com prumo, de um bastião. Assinós, assimeles! 

Voyage, voyage. Voy Age. Vo Y Age. 

Novô!

Vôyage, vôyage! Vôy Age! Vô Y Age!

Fui, sou e Vô!

Vôlição!

Vôluntário!

Altivô!

Novô!



Luiz Antônio de Souza Silva

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Do poder de polícia ao poder da polícia


DO PODER DE POLÍCIA AO PODER DA POLÍCIA


O Código Tributário Nacional, no artigo 78, definiu poder de polícia como "atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos."

O poder de polícia é daqueles que "todos desejam, menos cada um"! Ou seja, suas características de restrição e controle são necessárias à preservação do interesse coletivo, mas não agrada ao indivíduo alcançado. Afinal, ninguém fica satisfeito ao receber uma advertência, uma multa, ou ter seu estabelecimento interditado, para listar alguns exemplos práticos.

Seus atributos de coercibilidade, discricionariedade e autoexecutoriedade, por possibilitarem, via de regra, o exercício de meios de coerção, a escolha de momentos para agir, sem dependerem de autorização prévia de outro órgão, ao tempo em que se constituem em prerrogativas importantes, ágeis e flexíveis, impõem imensa responsabilidade, já que a vida em sociedade depende fundamentalmente da forma como se é ou não exercido o poder de polícia.

Embora os beneficiários pela atuação, comumente, não sejam identificáveis, já que o exercício do poder de polícia visa à satisfação do interesse coletivo e não o individual, a falta de intervenção, em algumas ocasiões, se assemelha à ausência de um árbitro em uma partida de futebol, como se os dois times tivessem que se resolver entre si, interpretando e aplicando as normas existentes.

Dentre vários exemplos, nitidamente impulsionadores de conflitos sociais, citarei dois: um deles, condução de cães em espaços urbanos, sem equipamentos de uso obrigatório. Dificilmente se nota o poder público exercendo poder de polícia, atuando para que as normas sejam cumpridas, facilitando a propagação de sérios entreveros entre os munícipes.

Outro exemplo: bikes elétricas sobre calçadas. Apesar de excepcionalmente possível a circulação, de forma compartilhada com pedestres, desde que em local sinalizado e autorizado pelo poder público, em velocidade de 6 km/h (basicamente uma caminhada rápida), a falta do exercício do poder de polícia, tornando a norma quase uma "ficção regulatória", ocasiona transtornos diários, com enorme potencial de gravidade.

Enfim, além do prejuízo para as relações interpessoais cotidianas, que passam a ser reguladas pelo estresse de interesses altamente conflitantes, a omissão no exercício do poder de polícia contribui fortemente para ocasionar situações que conduzam ao poder da polícia, lamentavelmente.



Luiz Antônio de Souza Silva

domingo, 27 de setembro de 2026

O que é bom repete!

O QUE É BOM REPETE!

Doze anos depois, a história se repete!

Não necessariamente do mesmo jeito. E nem com os mesmos atores. Porém, igualmente, muito marcante.

Éramos dois, hoje, três!

Em ambas, apenas eu. Da primeira vez, na companhia do filho mais velho. Desta, junto à esposa e uma das nossas filhas.

Calma, gente! Não é o fato de eu estar nas duas ocasiões que me leva a enfatizar, no título, a repetição como algo bom... Embora, a rigor, isso também seja verdade rsrs

Foram duas viagens para o mesmo lugar e com um mesmo objetivo: o destino era Campos dos Goytacazes e, a finalidade, o vestibular da UERJ.

No resumo das viagens, afora essas, houveram outras semelhanças e algumas diferenças. Nesta, posso reproduzir o mesmo que retratei, naquela ocasião ("Suíte 313", escrito em 08.06.2014), quando "dei valor à oportunidade que tive de estar 'mais tempo' com o meu filho mais velho, jovem ainda, nesta época em que encara alguns vestibulares visando ingressar na universidade."

Também se aplica: "quanto ao vestibular, neste momento em que exerço o meu ócio criativo ele está lá, prestando. Por mim, independentemente do resultado, ele já está aprovado! Faz bem a sua parte e é isso o que importa, já que o futuro não costuma reprovar quem age dessa forma, desde, especialmente, que aprenda a ler o que nem sempre é possível ver."

O tempo passou, meu filho se formou, trabalha, casou,... Aliás, inclusive, está às voltas com o nascimento do primeiro filho... Enfim, como vaticinara: o futuro não costuma reprovar quem age da forma como já demonstrava conduzir a vida...

Mas, e a propósito das diferenças?... Começa pelo fato de que éramos dois, agora fomos em três. E, apesar de eu me esforçar para preencher os espaços, o fato de a esposa ir junto, nesta oportunidade, obviamente, faz muita diferença. Não se enciume, meu filho. Continuamos tentando resolver da melhor forma possível cada situação, porém, de acordo com as possibilidades e as circunstâncias...

E aí pesou, né!? Não daria para os três nos hospedarmos na mesma suíte 313 do Hotel Gramado. Daí, as circunstâncias nos empurraram para o Transamérica: mais confortável, suíte família, duas acomodações geminadas (1101A e 1101B)... Dentre outras "pequenas diferenças", ao destino das ocasiões.

A propósito, sentimental que sou, minha corrida, bem cedinho, teve destino certo: rumo ao Hotel Gramado, à churrascaria onde almoçamos, enfim, alguns registros fotográficos de locais que ficaram eternizados no formol de minha memória. Assim, como fiz questão de registrar alguns outros, inerentes à vestibulanda da vez, seja para o marco desta própria ocasião, seja para, no futuro, poder revisitar alguns fatos da familiar história.

Aliás, apenas para registrar um dos interessantes momentos da viagem: um pouco mais falante - o que não é tão comum - a vestibulanda, já ciente do resultado (que rapidez!!!):

- Errei 7 (sete) questões: tantas disso, tantas daquilo!

Foram 60 (sessenta) questões! Apesar do grande percentual de acerto (90%, já que umas das que errara foi anulada), o foco não é no que alcançara, mas naquilo que se pode melhorar. Gosto disso!

E daqui a doze anos, vestibulanda? Impossível prever como será! Mas, da mesma forma que afirmara, lá atrás, para o filho, então candidato: por mim, independentemente do resultado, você já está aprovada!




Luiz Antônio de Souza Silva

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Das bicicletas convencionais às bikes elétricas

 
DAS BICICLETAS CONVENCIONAIS ÀS BIKES ELÉTRICAS

A própria popularização do termo bike, comumente utilizado para se referir às elétricas, parece querer distanciá-las das imorredouras bicicletas convencionais, como se estas estivessem uma (ou mais) pedalada(s) atrás na marcha humana.

A pé, sobre duas (ou mais) rodas ou, ainda, impulsionada por outros meios de propulsão, a verdade é que "assim caminha a humanidade". Aliás, não propriamente "caminha", dado o ritmo cada vez mais acelerado que imprime, sem freios à altura, diga-se de passagem.

As bikes elétricas não são fenômeno isolado! Inserem-se no contexto de inovações avassaladoras que, de repente, "sem pedir licença, mudam nossa vida e depois convidam a rir ou chorar".

Como fenômenos de massa, costumam proliferar rapidamente, antes mesmo de as regras quanto ao seu uso serem suficientemente traçadas ou, mais precisamente, haver firme convergência em torno de sua irrenunciável aplicabilidade, para que uma presumível catástrofe não vá se alastrando e se tornando cada vez mais difícil de estancar.

Aliás, enquanto se debate sobre impactos de inovação que se impregna ao cotidiano, outras estão sendo gestadas, daí não se duvide de que, no futuro, estaremos discutindo efeitos até de outrora inimagináveis carros voadores, especialmente diante dos apelos econômicos que, de fato, são motores condutores das mudanças modernas, subjugando demais importantes nuances sobre os temas.

Fato é que, no presente, ao pensar na difícil acomodação de novos modais aos já tumultuados espaços urbanos, ao menos as calçadas deveriam se constituir em reduto inegociável, preservado de toda e qualquer manobra de opressão aos pedestres, como, infelizmente, vem acontecendo.

A excepcionalidade tocante à circulação de bicicletas sobre os passeios, possibilitada pelo Código de Trânsito (lei 9503/1997), quando outra era a realidade e, mesmo assim, "desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via" (artigo 59) - no caso, os municípios -, acabou se estendendo para as elétricas, disciplinadas pela Resolução Contran nº 996/2023, como se isso não fosse ampliar implacavelmente a insegurança e o risco de tragédias.

De qualquer forma, como a velocidade máxima permitida nas calçadas equivale à de uma caminhada rápida (6 km/h), esvaziando a agilidade propagada pelo novo modal, um simples e tão difundido radar, por exemplo, se necessário, comprovará o flagrante e absoluto descompasso com a realidade, cuja ausência de medidas efetivamente inibitórias, perante tema como mera ficção regulatória, incorpora perigosa e progressiva subjugação dos pedestres, nos próprios espaços previstos para a sua segura locomoção, a persistir o nebuloso compartilhamento.


Luiz Antônio de Souza Silva

terça-feira, 23 de junho de 2026

Um ode que só ex pode!

UM ODE QUE SÓ EX PODE!
    
Não sou daqueles que ficam lamentando por ter feito ou deixado de fazer isso ou aquilo. Aliás, muito pelo contrário, sempre acreditei e continuo firme na máxima de que se você passar por uma rua ao invés de outra, apenas um detalhe, tudo pode ser diferente na sua vida; só  não pode ser diferente a vontade de pavimentar, da melhor maneira possível, a estrada, qualquer que ela seja.

Porém, esses dias estava na prazerosa cidade de Nova Venécia, tomando uma cervejinha com o compadre Tião Menon, temperando um pouco do miolo de minha mal passada carne, devido à rotina um tanto carregada, nos últimos dias, quando, dentre os assuntos mais amanteigados, surgiu a informação, ornada de fino azeite, no sentido de que em breve ele iria participar de um garboso encontro de ex-seminaristas.

Na hora veio a ideia desta crônica! Eu não aguentei. Rimos de se esfarinhar. Como eu ventilei, no início, procuro não dar asas à inveja, até porque, ao invés, prefiro utilizá-las como ingredientes para um bom churrasco.  Aliás, gastando um dos meus quatrocentos e noventa pedidos de perdões que eu certamente tenho direito, em se tratando de acontecimento de ex-seminaristas, incluindo o Tião, churrasco é justamente o segundo item a  que me remete o evento. O primeiro, óbvia e espertamente, prefiro não declinar, porque pode me absolver ou condenar, sumariamente, dependendo do gosto do freguês, daí porque cada qual pode interpretar do jeito que melhor lhe descer pela goela, com calma, passando pelo coração, até chegar à alma.   

Apresso-me a justificar que me sinto identificado e realizado como casado, há trinta e um anos com a veneciana Claudia, com quem, inclusive, tenho seis filhos. Na verdade, quando a conheci, ela estava muito mais próxima de seguir vida exclusivamente religiosa do que eu, um sujeito que, embora não próximo de fariseu ou saduceu, também distante de um galileu. A propósito, nunca pensei e acredito que não teria vocação para a belíssima missão de padre. Mas, se para ser ex-seminarista é preciso, antes, ter sido seminarista, quem sabe eu pudesse ter chegado a esse degrau intimista?... 

O que tenho de amigo que é ex-seminarista,... Certamente que iria com muita alegria para esses encontros, tão propalados pelos mesmos. Católico eu sou, rezar eu rezo; se nem todo dia pra mim sextou, aproveitar boa ocasião eu também prezo,...

Bom encontro Tião! Ex-tensivo aos que não se ex-traviam da ex-periência, se reunindo, de quando em vez, para confirmar a ex-istência! 



Luiz Antônio de Souza Silva



PS: Apesar de ser "um ode que só ex pode", na minha lista, enquanto cronista, padre  é um ex-seminarista, ungido, portanto, o primeiro a ser incluído! Também  o seminarista, que não é um ex, mas está no meio, logo, o mais próximo dos dois lados desse pastoreio;          

sábado, 20 de junho de 2026

Eu, uma vez flamengo. Ele, sempre flamengo!


EU, UMA VEZ FLAMENGO. ELE, SEMPRE FLAMENGO!

Foi meu irmão que me deu a triste notícia: - faleceu, neste domingo, dia 14.06.2026, Marcelo Norbim de Carvalho.

Avistara os seus pais, pouco antes, como era de costume, na Missa das 7 horas, na Igreja Cristo Redentor, em Goiabeiras.

Sabia que enfrentava delicado quadro de saúde. Porém, as vezes em que o encontrava, ele minimizava. Não permitia que se preocupasse com sua situação. Falava de vários assuntos, especialmente futebol. Nesta nossa fase mais madura, não exaltava demasiadamente o seu Flamengo, nem tripudiava do meu Botafogo, muito pelo contrário. Comumente me dava "uma força": - Desta vez o Botafogo vai! Acredito até que o Glorioso chegou àqueles títulos recentes devido a tamanha insistência dele, nessa "crença", que nem eu mesmo tinha...

O Marcelo era assim...

Eu e minha esposa conseguimos ajeitar nosso dia e comparecemos ao velório e sepultamento. Enquanto, forçosamente, nos despedíamos de um querido que vai, encontramos outros que não víamos faz bastante tempo e é impossível, respeitosamente, não trocarmos algumas palavras, ainda que naquele ambiente de profundo pesar.

Já tinha a ideia fixa de registrar em algumas linhas, que são imortais, a admiração pelo Marcelo, o que se tornou certeza quando, dentre tantos queridos, me deparei com a irmã do José Cani Júnior, outro grande amigo, que seguiu para o plano celeste em 2021, me inspirando, à época, a algumas linhas, a partir do "Falaê Querido!", saudação que sempre usava em nossos diálogos.

Não lembrava de todo conteúdo, mas revisitando o escrito, me deparei com este parágrafo, que, casualmente, remetia ao Marcelo:

"... Aliás, outra coincidência: o contato profissional com o recém-falecido surgiu a partir de um automóvel que comprei do Marcelo Carvalho, outra grata amizade que trago do Bairro Solon Borges, até os dias de hoje. O ano era 1992 e eu iria fazer o primeiro seguro de um automóvel (para ser mais preciso, um gol GT preto, ano 1986), já que, até então, os carros que tivera nunca me levaram a tal iniciativa. Não lembro como cheguei à pessoa do José Cani Júnior, mas foi com ele que fiz e renovei o seguro desse carro e de todos os outros que lhe sucederam, como assim também ocorreu com os da minha esposa, a partir de 1995, até os dias de hoje."

- Olha o Marcelo aê gente! Eu acabara de assumir um cargo público, que me levaria a diversas viagens para o interior do Estado. Tinha um Voyage, acredito que ano 82, que, bastante cansado, não estava disposto a seguir comigo nessa missão. Nem me lembro como chegamos ao negócio, incomum tanto para mim, quanto para o Marcelo. Mas o certo é que fizemos a transação e esse carro permaneceu comigo um bom tempo.

Mas isso é apenas um mero detalhe em meio ao que realmente tenho a transmitir com relação à profundidade do respeito e admiração pelo Marcelo: sua bondade infinita!!!

Ele era uma pessoa tão boa, de um coração tão grandioso e generoso, desde os tempos lá atrás, até os mais recentes, agora na padaria Nova República, que me levou, há alguns anos, a uma ação quase inimaginável: o presenteei com uma camisa do Flamengo, que adquiri por um preço que jamais compraria uma para mim, mesmo se fosse de um time bem superior, no caso, o Botafogo rsrs.

Minha esposa e meus filhos sabem do meu carinho pelo Marcelo, pois já contei algumas vezes sobre episódios de nossas vidas, que, aliás, me inspiraram a utilizá-lo como exemplo de bondade genuína a ser refletida, enquanto pai na busca de transmissão de valores aos filhos.

A título de exemplo: estudávamos na mesma escola "Marechal Mascarenhas de Moraes", no Bairro Solon Borges e, durante um ano, na mesma sala. O Marcelo é filho de "seu Carvalho", então comerciante, proprietário do famoso "Bar Rubro-Negro", que se situava na Avenida Fernando Ferrari, em frente ao atual Assaí Atacado.

Infância difícil, comumente sem dinheiro para uma bala sequer. Tinha a merenda da escola, ok. Mas, além disso, haviam aqueles que partilhavam um pouco do que levavam. E o Marcelo se destacava na divisão de seus lanches e guloseimas. Naquelas condições e da forma despretensiosa que ocorria, o sabor era tamanho, que permanece na minha boca até hoje e nela ficará para todo o sempre. E se me perguntarem quais eram os lanches e guloseimas, eu não me lembro. Mas a graciosidade dos atos do Marcelo, isso eu nunca esqueci. Aliás, jamais teria condições de esquecer, mesmo porque, até o fim de sua vida terrena, a sua desprendida conduta nunca deixou de ser nessa mesma linha.

Marcelo foi alguém tão esplêndido que até o incerto "dia e hora" em que faleceu foi estrategicamente preparado pelo destino para ser o menos traumático possível, especialmente para seus pais, ante a ainda mais dolorosa missão de sepultar um filho, quando, comumente, na "ordem natural", ocorre o inverso.

Nesses casos não há razões, não há motivos, apenas conformação e elucubrações: - Porque Senhor? Precisava mesmo tanto dele aí? Já chegou? Para qual missão?...

Enfim, só saberemos quando também chegar o nosso "dia e hora", se o Senhor entender que somos merecedores de estarmos no mesmo plano celestial que ele certamente está.

Aliás, como não sei como funcionam as coisas aí no céu, seja qual for a missão conferida ao Marcelo, certamente algo voltado a fazer-nos crer num céu ainda mais formidável do que infinitamente já é, rogo que seja providenciada uma vistosa "calmisa" do Flamengo para a alma rubro-negra dele, e que ele, dentre tantas outras possibilidades, se transforme nesse "influencer divino", alcançando daí, aqui na terra, alguns milhões de seguidores dessa aura capaz de transformar a odiosa guerra entre torcidas em um universal ambiente de paz. A propósito, pelo algo muito maior que conseguiu traduzir para mim a respeito, dia 27 de junho, seu aniversário, no meu íntimo, será celebrado, simbolicamente, esse ideal, daqui pra frente.

Pois é Marcelo! Seja na terra, seja no mar, você foi Flamengo até morrer. Agora, no céu, é meu maior prazer vê-lo brilhar. Afinal, aqui é treinamento. Depois de morrer é que mais importa vencer, vencer, vencer...

Sublime e saudoso abraço, celeste amigo!


Luiz Antônio de Souza Silva

sexta-feira, 12 de junho de 2026

O sentido da vida

 

O  SENTIDO DA VIDA

Embora não exista definição precisa a respeito, ao longo da história, muitos se voltam para oferecer pistas visando satisfazer essa dúvida da humanidade: afinal, qual é o sentido da vida?

Evidente que não serei eu a conseguir a proeza de apresentar um conceito razoavelmente sólido sobre o tema, muito menos essa é a pretensão, até porque, mesmo se a humanidade chegasse a um impossível consenso, não conseguiria impor um sentido para a vida de alguém, pois se há algo que gira em torno dela, fundamentalmente, é o livre arbítrio!

Nessa linha, prefiro a advertência de Roberto e Erasmo: "se o bem e o mal existem, você pode escolher. É preciso saber viver!".

E Gonzaguinha bem ilustra que saber viver é aceitar e estar disposto a seguir aprendendo, enquanto se vai vivendo (e vice-versa): "viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz".

E pronto! Quer um sentido para a vida? Não tenha vergonha de ser feliz, opte pelo caminho do bem e se proponha a ser um constante aprendiz!

De qualquer forma, embora a vida nos proporcione a oportunidade de sermos eternos aprendizes, certo é que o exercício do livre arbítrio pressupõe a possibilidade, a necessidade e a responsabilidade por escolhas, umas mais, outras menos importantes, mas que, de alguma maneira, acabam por ir moldando o sentido da vida de cada um.

Obviamente, optar por este ou aquele sapato, em princípio, não influirá na vida de ninguém, mas, a título de exemplo, por esta ou aquela profissão ou emprego, relacionar-me com esta ou aquela pessoa, ter ou não um filho, já são escolhas, no exercício do livre arbítrio, que impactam também outras vidas, além da própria.

Aliás, dentre as três, a profissão ou emprego é aquela que, em tese, mais tem a ver com caráter de unilateralidade na escolha, logo, com as responsabilidades e consequências decorrentes da opção.

Passando para o relacionamento, já muda de figura, pois por menor que seja o comprometimento e o tempo de duração, pressupõe limites à plena autonomia, considerando que as escolhas daí decorrentes tornam-se, de alguma maneira, entrelaçadas, assim como as consequências, que não deixarão de adentrar e atingir, também, o universo de outra pessoa, além da própria.

E, chegando aos filhos, nascem e permanecem totalmente dependentes de escolhas que não são feitas por si, com enorme potencial de influírem inclusive na oportunidade de fazê-las. Daí, uma imensa e intransferível responsabilidade dos pais pelas opções que fazem, especialmente até o momento de entrega mais definitiva do bastão que levará adiante o sentido da vida de cada um dos novos aprendizes de sua mais instigante lição.

Luiz Antônio de Souza Silva

sábado, 6 de junho de 2026

Sua excedência, o ser humano (apagão humanitário)


SUA EXCEDÊNCIA, O SER HUMANO (APAGÃO HUMANITÁRIO)

Fico impressionado com o "contorcionismo" utilizado para tentar negar o óbvio no tocante à desvalorização do trabalho humano em comparação com as inovações tecnológicas que a cada dia ocupam mais espaços, como se o surgimento de alguns e a extinção de outros postos de trabalho, independentemente de uma análise e políticas públicas mais sensíveis e profundas, fosse matemática suficiente para atestar o "equilíbrio"!

Ora, além de as inovações serem realmente sedutoras, ninguém é "casado" para sempre com o passado! Portanto, mesmo uma adesão social desenfreada pode ser vista como algo normal no ciclo evolutivo. Mas não para as políticas públicas, já que elas devem considerar todos aspectos envolvidos na questão, sendo o trabalho, inegavelmente, um deles!

Na verdade, nessa cadeia voraz de superficialismos que vivenciamos, as inovações tecnológicas, antes de serem pensadas, prioritariamente, para o que realmente necessitamos, se voltam para criar e alimentar aquilo que querem que precisemos. Se conseguir unir as duas coisas, melhor; porém, essa não é a finalidade principal.

Isso vale para muito mais do que o campo específico do trabalho humano, embora esse deva estar bem próximo do eixo central de qualquer planejamento estrutural, pela sua importância para demais políticas públicas.

A primeira encíclica do Papa Leão XIV - Magnifica Humanitas, "sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial", publicada recentemente, não condena essa poderosa ferramenta, mas ressalta, sabiamente, que ela deve servir à humanidade e não ao poder de poucos.

Sem limites éticos, potencializa controle, dominação e exclusão, pois, longe de ser neutra, reproduz e dissemina valores de quem a cria, financia e comanda, transformando em premissa absolutamente natural o desemprego (e subemprego) em massa em nome de inesgotável redução de custos e aumento do lucro.

Entretanto, operando de forma extremamente persuasiva, inverte a lógica de quem efetivamente protagoniza essa completa disrupção no campo do trabalho, disseminando precariedade, instabilidade e invisibilidade como perfil de uma nova e moderna identidade, baseada em um verdadeiro apagão humanitário, que desmonta justamente sua linha de frente, onde, historicamente, sempre esteve o ora apagado e hoje cada vez mais próximo da condição de sumariamente julgado e condenado, pelo fato de se encontrar desempregado.

Como vaticinou Hannah Arendt, décadas atrás, em "A Condição Humana", alertando quanto à maléfica perspectiva de uma "sociedade de trabalhadores sem trabalho".

Enfim, não há como atribuir excelência a um mundo que contribui, dramaticamente, para a transformação de seu principal destinatário, o ser humano, em excedência!

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Pense positivo

PENSE POSITIVO!

Ocorreu comigo, talvez com você, mas, com toda certeza, em algum momento, acabará acontecendo com todo mundo:

Estava eu tentando passar pela roleta de saída do local (por onde tinha entrado normalmente, diga-se de passagem) e, diante de várias investidas frustradas, porque meu rosto não era reconhecido pelo leitor ótico, o funcionário que operava o sistema, em tom (sarcasticamente?) sereno, tascou:

- Calma! Pense positivo, não deixe que nada abale o seu psicológico!

Para superar aquele momento, incrivelmente, eu até fiz isso! Porém, porque antes, pensei: calmaaa! Afinal, nada tá tão ruim que não possa piorar, né!?

Mas seguiu piorando (o que me servia de consolo era pensar que sempre poderia ser ainda pior): eu tentando, a roleta travando, eu tentando ser simpático com ela e... Nada! Mas, de qualquer forma, também não dirigi a palavra ao "interlocutor"; ignorei-o, por completo, até que, depois de várias e várias tentativas, ele, "milagrosamente", destravou a roleta e eu pude passar e seguir adiante, porém, não sem antes ouvir novamente:

- Pense positivo, não deixe que NADA abale o seu psicológico! Tenha um bom dia!

E você deve estar pensando: você deveria ter dito ou feito isso, isso, isso e aquilo. Não que eu não quisesse.... Mas, impossível que ele não estivesse preparado, "à altura", para isso. Somente fui... Entretanto, como se tratava de local de minha rotina, passei outras vezes pelo local, porém, antes que ele falasse qualquer coisa, eu apenas me antecipava:

- Não deixe que nada abale o seu psicológico...

Certo é que, passado algum tempo, não mais o vi na portaria. Então, finalmente, pude me livrar, tanto de receber a "saudação", como de ter que me antecipar e dessa forma "cumprimentá-lo".

Contudo, essa situação nunca mais saiu de minha memória. E como sou um pouco reticente com essas imposições que a tecnologia vai moldando em nosso cotidiano, vivo me assombrando com as possibilidades futuras.

Diferente de Lulu Santos, em seus "tempos modernos", no meu caso, "eu vejo a vida 'pior' no futuro"! Fico imaginando a época em que nenhum funcionário estará em qualquer portaria e a própria inteligência artificial irá controlar a entrada e a saída do local, porém, de formas mais "requintadas", como, por exemplo, contribuindo para uma humanidade "feliz".

Mais ou menos assim:

- Bom dia (boa tarde, boa noite)! Pense positivo não deixe que nada abale o seu psicológico!

Até aí tudo ruim, mas não tão ruim que não possa piorar! O problema mesmo é a sequência:

- Você não está pensando positivo! Sou dotada de capacidade de identificar isso, para o seu bem e de toda humanidade. Para você passar, tem que pensar positivo. Estou aqui para trazer isso para o mundo: é uma contribuição gratuita da inteligência artificial para o bem do planeta, tão decadente em razão de um povo com pensamentos tão ruins!

Caramba! O que eu, "@#$!%& da vida", posso fazer para passar por essa #@"%º& de roleta? E essa turma que vai se aglomerando atrás de mim, com olhar de poucos amigos???

Numa situação dessas eu, definitivamente, não conseguirei passar pela roleta. Aliás, como eu preciso e não sei se serei capaz de burlar a "inteligência", fingindo que estou pensando positivo, quando, na verdade, estarei pensando em %&¨*#@, o jeito será arriscar pular a roleta, passar por baixo dela ou "não sei mais o que" e ver "que bicho dá". Já a fila atrás de mim, sinceramente, não tenho a mínima ideia de como irá se virar.

E você?...

A propósito, antes de responder, lembre-se: pense positivo! Não deixe que nada abale o seu psicológico! Bom dia! 

segunda-feira, 16 de março de 2026

Sisu

 

SISU 3 x 1

Em 24.02.2017, publiquei no jornal "A Tribuna", p. 20, o artigo "Qual a nota do SISU?", onde teci considerações a respeito de mudanças então ocorridas, devido à importância desse Sistema de Seleção no contexto de uma das mais significativas escolhas que fazemos na vida.

Até porque, como pontuei à época, "mudou tudo! de um extremo em que a prova do Enem (que já significou uma grande mudança), independentemente da pontuação de cada qual, via de regra, servia apenas para classificar ou não para a segunda etapa, com matérias mais afetas à área escolhida, rumou-se para outro em que o primeiro passo decide a situação".

Continuei: "agora, geralmente no recôndito de algum lugar, o candidato, sem saber a dos demais, acessa a sua nota e, a partir daí, dá-se início a uma verdadeira odisseia, aonde o mesmo, dentre milhões, vai se movimentando de acordo com a escolha dos outros (...)".

Pois bem! A questão é que alterações em processos dessa natureza, que impactam escolhas significativas na vida de milhões de pessoas - a maioria jovens -, embora estejam dentro da margem de liberdade conferida aos agentes públicos em suas esferas de atuação, encontram seu limite na ponderação, já que, "sem pedir licença, muda nossa vida e depois convida a rir ou chorar".

A mais recente e impactante mudança, ocorrida neste ano, permite a utilização não somente da nota do último ENEM - no caso, a alcançada no ano de 2025, como era a regra anterior. Agora, vale a mais favorável ao candidato, considerando-se também as notas dos dois pleitos anteriores, no caso, 2023 e 2024.

De pronto, notam-se vantagens para quem prestou o ENEM em 2023 e 2024 e, eventualmente, até para quem o fez somente em 2025, pois, além deste ano, poderá se valer do mesmo também para 2027 e 2028.

Porém, por mais situações benéficas que se possa imaginar, estas se voltam, principalmente, para candidatos de pleitos anteriores, e não do contemporâneo, que, a rigor, é o que tem maior potencial de prejuízo, o que parece se assemelhar a uma distorção.

Mais consentâneo, em nosso sentir, seria que as vagas fossem destinadas aos candidatos habilitados no último ENEM, destinando-se eventuais sobras, se fosse o caso, aos de exames anteriores.

Apenas para ilustrar, guardadas as proporções: o que você acha da possibilidade de acesso a determinado cargo político não com base na votação obtida na eleição atual, mas naquela mais favorável, dentre essa última e as duas anteriores, caso também tenha concorrido?

Parece absurdo, não é? Assim também considero! Aliás, acredito que isso não tenha a mínima possibilidade de ocorrer. Embora, efetivamente, não consiga assimilar por que se mostra tão simples em uma situação e tão difícil em outra.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Feliz ano!


FELIZ ANO!
Considerando o verdadeiro arrebatamento causado pelo novo, é difícil não se deixar encantar com o raiar de outro ano, quase sempre combinando com a definitiva condenação do velho, que só não se vê ainda mais desprezado, em seus últimos lampejos, devido ao clarão proporcionado pelo Natal, muitas vezes indevidamente utilizado como prematuro decreto que sentencia o fim de um ano e o início do seguinte.

No entanto, essa oportunidade de reiniciar o relógio, mais uma vez, muito embora traga consigo esse saudável frenesi em torno de renovação de perspectivas, inclusive, até, legitimamente, quanto a de finalmente alcançar a "mega da virada", por si só, deveria ser encarada como um grande prêmio que recebemos, simplesmente porque, aprovados ou não, mais uma vez obtivemos a chance de repetição.

Não por acaso os anos passam, bastante coisa muda, mas os dias - e até o tamanho deles - permanecem exatamente os mesmos, insistindo em oportunidades para refletirmos como nós estamos frentes a eles.

Sim, também me permito apreciar que "hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser, de quem vier". Mas, é igualmente verdade que "amanhã, redobrada a força, pra cima que não cessa, há de vingar". Enfim, "você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim, continua sempre que você responde sim à sua imaginação, a arte de sorrir, cada vez que o mundo diz não".

Mesmo nesta fantástica encruzilhada do tempo em que o mundo só I.A., mas não V.A.I., porque não tem V.O.L.T.A., todos, indistintamente, temos oportunidade de sermos bons pressupostos mínimos para alguém e alguma coisa. Enquanto ainda temos tempo, óbvio!

Na obra "quais são as suas últimas palavras?", Joseph Haiden, apresenta aquelas que considera "as despedidas mais famosas da humanidade". Como, por exemplo, a lapidar, de Bob Marley: "o dinheiro não pode comprar a vida"!

Quanto a nós, celebremos, portanto, não apenas um novo ano, mas cada dia de vida, enquanto ela existe e em nós insiste, sem tanta preocupação com palavras derradeiras, diante dos mistérios que nos cercam no tocante ao tempo em que estamos da partida.

Depois que o barulho dos fogos passa e aquela noite de brilho estelar também se vai, tudo volta ao (a)normal, cada dia um mero passageiro, com quem não é lisonjeiro, seja no início de janeiro, seja na provação do mês de dezembro inteiro.

Como o desafio não é se embevecer em demasia, mas, apenas, buscar não entristecer a própria alegria, mesmo com a exigente rotina da vida, importante de vez em quando lembrar de agradecer e celebrar por não ter chegado o momento da rotina da morte, essa sim, ao menos por mais alguns muitos dias, meses, anos, oxalá, décadas, que lhe desejo não seja, tão cedo, sua consorte!

sábado, 22 de novembro de 2025

Botafogo: uma rica herança imaterial


BOTAFOGO: UMA RICA HERANÇA IMATERIAL

Este ano vai dar o óbvio, tanto no Campeonato Brasileiro, quanto na Libertadores: Flamengo ou Palmeiras! Digamos que, no Brasileiro, matematicamente, até existem outras remotas possibilidades. Porém, na Libertadores, não: Flamengo x Palmeiras, no dia 29.11.2025, jogo único, em Lima, no Peru!

Os elencos e estrutura são tão robustos, que permitem realizar façanhas incríveis, como fez o Palmeiras, ao reverter um placar desfavorável de 3 a 0, do primeiro jogo, para um 4 a 3, devido ao convincente 4 a 0, no segundo, em embate da semifinal contra a LDU.

Curiosamente, um mesmo 4 a 3 que aplicou no Botafogo, em 2023, após estar perdendo, no primeiro tempo, por 3 a 0, marcando, para sempre, aquele ano que o destino simulou fraqueza, mas apenas para realçar a epopéia do seguinte...

Aliás, por falar em Botafogo, tem coisas exclusivas, só acontecem com ele! Daí, a grande dificuldade que muitos tem em compreender como sua torcida consegue sobreviver aos verdadeiros "cataclismas existenciais" do clube, além de manter e transmitir a rica herança imaterial que representa torcer pelo time, algo que é para poucos (mas não tão poucos como teimam em dizer...).

E me recordo do nadador americano Caeleb Dressel, colecionador de vários ouros, mas que, na prova dos 50 metros livre, em que bateu recorde Olímpico, em Tóquio (2021), foi simplesmente contagiado pela efusiva comemoração do Bruno Fratus, ao finalmente conquistar sua inigualável medalha de bronze...

Se, nos últimos anos, as conquistas foram poucas, nem por isso - talvez até por isso - deixaram de ser memoráveis, como o Campeonato Brasileiro dos idos de 1995, alguns Campeonatos Carioca, como os de 1989 e 1990, o último deles, em 2018, enfim,...

É que o Botafogo pode até demorar, mas costuma produzir grandes feitos, para si, o Brasil e o mundo, como a história "mais antiga" indica e a mais recente confirma, já que, em 2024, justamente após o "colapso" do ano anterior, a "estrela solitária", vista como psicologicamente esfacelada, simplesmente, foi campeã da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, contra todos prognósticos e, algo também muito nosso, com os maiores dramas possíveis, como a expulsão de um dos jogadores, com menos de um minuto de jogo, em uma partida final...

De quebra, já neste ano, ainda disputamos a Copa do Mundo de Clubes, onde ganhamos de ninguém menos do que o poderoso Paris Saint-Germain, além de termos concorrido ao título de melhor time do mundo, simplesmente na companhia do mesmo PSG, Barcelona, Chelsea e Liverpool.

Enfim, no Botafogo, o drama que inspira é o mesmo que expira poesia, cuja epifania, suficientemente maturada, faz até o impossível, gloriosamente, acontecer!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Não inveje: coisas do botafogo que só são para os (poucos, como dizem) botafoguenses!


NÃO INVEJE: COISAS DO BOTAFOGO QUE SÓ SÃO PARA OS (POUCOS, COMO DIZEM) BOTAFOGUENSES!


Para quem ainda não aprendeu, ou aceitou, que o Botafogo é o maior time do mundo capaz de absolutamente tudo, basta se ater a dois fatos recentes para ilustrar: em 2023, ainda no início da era SAF, após um péssimo campeonato carioca, quando não ficou nem entre os quatro primeiros, a realidade no Botafogo, para o campeonato brasileiro, era a de brigar para não cair ou, no máximo, uma vaga de consolo, na sul-americana.

Veio o campeonato brasileiro: uma improvável primeira suada vitória sobre o São Paulo, outra sobre o Bahia, em seguida o Flamengo... Quando se deram conta, o Botafogo terminava o melhor primeiro turno da história, estava com mais de dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado, que, aliás, fazia um campeonato à parte de seus perseguidores, já que o campeão "estava praticamente definido". Deu no que dói, digo, no que deu rsrs: o Botafogo conseguiu "perder para ele mesmo", como dizem, terminou o campeonato em quinto lugar, em frangalhos...

Em 2024, a perspectiva não parecia melhor: No campeonato carioca, novamente "cedeu" seu lugar entre os quatro primeiros para um dos "pequenos" (Nova Iguaçu. No ano anterior, tinha sido o Volta Redonda) e era dado como certo que sofreria bastante no campeonato brasileiro, apesar de alguns reforços pontuais, os quais, certamente, não seriam capazes de superar o "adversário psicológico". Deu no que Deus, digo, no que deu rsrs: o Botafogo conseguiu "ganhar dele mesmo", foi campeão brasileiro e da libertadores da América.

Chegou 2025. Foi o último dos "quatro grandes" a estrear o "time titular. Até então, em cinco jogos com os "pequenos", perdeu 3, ganhou 2, ou seja, estamos mal.

Perdemos "um caminhão de jogadores". Dentre eles: Luiz Henrique, Almada, Tiquinho, Júnior Santos, Gatito, Marçal, Tchê Tchecetera...

Até o nosso técnico foi embora,... Estamos com um "provisório", com imensa dificuldade em contratar "aquele" almejado pela diretoria, após algumas negativas.

E, logo ali, teremos uma decisão da Supercopa do Brasil contra o poderoso e estabilizadíssimo Flamengo, além de, pouco adiante, decisão da Recopa, contra o Racing, da Argentina...

Desta forma, é melhor nem ler os noticiários, pois, novamente, o Botafogo é tratado como um time esfacelado, sem rumo, totalmente perdido diante de um cenário apocalíptico.

É certo que a situação é aflitiva. Porém, para aliviar um pouco da tensão, é bom não deixar de se agarrar à constatação de que, aconteça o que acontecer, NINGUÉM apagará o fato de que o Botafogo é o campeão Brasileiro de 2024. E esse mesmo Botafogo é o campeão da Libertadores da América de 2024. PARA SEMPRE!!! Quem poderia sonhar com isso há pouco mais de um ano?

Se vai decidir a Supercopa do Brasil e a Recopa é simplesmente porque é o ATUAL campeão do Campeonato Brasileiro e da Libertadores da América, classificado, inclusive, para o Super Mundial de Clubes...

Portanto, que cada um fale o que quiser. Mas, o Botafoguense tem o dever de nunca esquecer o terrível futuro que lhe esperava, a radical transformação ocorrida em tão pouco tempo, que lhe resultou em resultados inimagináveis e, por fim, que agora é uma empresa e, queiramos ou não, tem um dono: John Textor!

É certo que cada qual teria uma fórmula diferente para a manutenção do sucesso ora alcançado. O que duvido é que alguém teria uma fórmula tão certeira para chegarmos aonde chegamos em tão pouco tempo... Como tem coisas que só acontecem com o Botafogo, em meio a tantas outras empresas gestoras de futebol, atualmente, no Brasil e no mundo, duvido que se consiga trazer um caso que seja de maior sucesso transformador do que o alcançado pelo Glorioso nesse curto intervalo de tempo de dois anos.

Desta forma, nossos jogadores passaram a ocupar os melhores lugares da "vitrine do futebol": mantê-los passou a ser mais caro; vendê-los, uma possível opção; comprar qualquer outro que seja, sendo para o Botafogo, muita especulação e valorização. Afora o "olho grande" de outros times, especialmente daqueles que ainda não digeriram a "ousadia" do "atrevido" Botafogo em se intrometer no espaço "só deles", arrebanhando duas das mais cobiçadas taças do futebol brasileiro e sul-americano.

Ora, quem realmente tiver que ir, que vá! "Só" não terá a mínima garantia do mesmo sucesso! Mas, isso cabe a cada um analisar e decidir.

Quanto a nós, nada impede que, ordeiramente, como cabe tanto a botafoguenses, como aos demais seguidores do líder, continuemos a nos posicionar sobre o que achamos melhor para o time, mas, sem esquecer que, sendo uma empresa, e uma empresa que tem dono, gostando ou não, temos que ter paciência com o "patrão", torcendo que os jogadores e demais profissionais que vierem, além de acrescentarem ao time mais do que a si, assimilem a verdadeira essência de ser e permanecer botafoguense, honra e glória que, infelizmente, nem todos conseguirão entender ou desfrutar, muito menos alcançar o tamanho do inestimável valor que isso tem para a vida do escolhido.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Não inveje: tem coisas que só acontecem com o Botafogo eternamente!


NÃO INVEJE: TEM COISAS QUE SÓ ACONTECEM COM O BOTAFOGO ETERNAMENTE!


Em setembro de 2021 escrevi a crônica "não inveje: tem coisas que só acontecem com o Botafogo!".

"Botafogo: e se o comprador fosse russo?", em junho de 2022.

"Não inveje: tem coisas que só acontecem com o Botafogo mesmo" publiquei em julho de 2023.

Se você é Botafoguense e não leu, recomendo buscar no blogue "euandopensando.blogspot.com". O acesso é fácil, gratuito, não tem propaganda antes, durante e nem depois (rsrs), não precisa dar nenhum like e, no mínimo, achará divertida a narrativa da odisseia. Se não é Botafoguense, também tomo a liberdade de sugerir, pois terá a oportunidade de verificar como se pode ser tão feliz na alegria e (quase sempre) na tristeza (rsrs).

De qualquer forma, vou lembrar um pouquinho aqui: quando escrevi a primeira crônica, estavámos na segunda divisão, ainda não éramos SAF e a tônica foi o sentimento único de ser escolhido para torcer pelo Botafogo, independentemente de em qual divisão estivesse: 

Ora, se o Botafogo está nela, ali também está o seu prestígio e todo o seu glorioso peso! Então, parabéns para a segunda, terceira ou seja lá qual divisão o Botafogo vier a se encontrar! 

Contudo, acredito que iremos subir de série! Afinal, nos últimos doze jogos, o Botafogo ganhou dez, empatou um e perdeu outro! Isso, basicamente, tão somente com a mudança de um técnico, devido ao fato de que os resultados, até então, estavam muito ruins! A propósito, no momento, dificilmente em algum lugar do mundo existe um time que nos últimos doze jogos esteja com um aproveitamento igual ao do Botafogo. Nem mesmo aqueles com planteis poderosíssimos!!!

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo!!! Me desculpem, mas SÓ ELE tem essa primazia!!! Aliás, até por isso, embora, pelos últimos resultados, seja difícil assimilar tal hipótese, o Botafogo, SÓ ELE, de repente, nas próximas doze partidas, pode perder dez, empatar uma e vencer outra!!! Sei lá! (...).

Fato é que, ao final, o Botafogo foi campeão da segunda divisão. Portanto, quando escrevi a segunda ("Botafogo: e se o comprador fosse russo?"), fazendo pontuações sobre a "safinização" do futebol, focando, especialmente, no Glorioso, havíamos retornado para a primeira, concluindo da seguinte forma: 

"(...) Ocorre que o futebol, pela sua própria essência, não deveria rumar, jamais, para esse campo, onde o clube se torna, na prática, menor do que o negócio, a par de sua importância.

Aliás, é diferente quando optamos por outros mundos, de quando imploramos para que sejamos adquiridos por eles, como nossa única esperança de sobrevivência, que, no momento, reconheça-se, forçosamente, é um caminho que ao menos apresenta luz à sombria realidade de alguns dos mais tradicionais clubes brasileiros.

No mais, então, antes de torcer pelo time, é torcer primeiro pelo controlador, afinal, alguém que, repentinamente, se tornou a verdadeira estrela solitária do clube!"

Depois de um campeonato brasileiro bem ruinzinho em 2022, um início de 2023 em que nem chegamos às semifinais do carioca, logo, um ano em que os melhores prognósticos eram o de que iríamos, no máximo, lutar, com muita dificuldade, por uma vaga na libertadores, porém, cuja realidade mesmo era a de brigar para não cair, tentando, quem sabe, "beliscar uma sulamericana", ainda mais tendo em vista que o nosso então considerado melhor e promissor jogador, o "Jeffinho", para piorar, fora vendido, sob protestos, para o Lyon da França, a sequência foi algo absolutamente emblemático: 

(...) Entre o campeonato carioca e o brasileiro, ninguém chegou! Alguns vieram um pouco antes, porém, nenhuma "estrela" (até então!): dois "Segovia's", Marlon Freitas (vindo do Atlético-GO), Carlos Alberto (estava no América-MG), Di Plácido, Júnior Santos (sem espaço no Fortaleza), enfim, nada de um jogador "de primeira prateleira" (termo que os comentaristas tem usado bastante rsrs). Assim, como as expectativas não eram nada boas, restava apenas um "Tiquinho" de esperança! 

Veio o Brasileiro e uma primeira vitória suada sobre o São Paulo, outra sobre o Bahia, em seguida o Flamengo... Todas por apenas um gol de diferença, mas uma bela sequência e nove pontos na tabela!

E, desta forma, o time foi avançando, desafiando fervorosos prognósticos contrários (alguns nitidamente revestidos de torcida!) até este momento em que, com um elenco que ninguém acreditava, o Botafogo chega na 15ª rodada com 39 pontos, treze vitórias, nenhum empate e apenas duas derrotas! A façanha é tão incrível que se tornou a melhor campanha de um time no campeonato brasileiro na era dos pontos corridos, ou seja, desde 2003... E olha que existiram vários times fantásticos desde aquela época!

Para quem acredita em estatísticas (não nós, Botafoguenses, óbvio!), segundo o Portal Lance, as chances do Botafogo ser campeão brasileiro, no momento, é de 82,3%, enquanto o próximo time, com maiores possibilidades, é o Grêmio, com 4,8%,... Por essa mesma metodologia, o Glorioso tem 99,57% de chances de Libertadores e 0% de ser rebaixado! 

O feito é tão inexplicavelmente destacado e assombroso, que a diferença para o segundo colocado, o Flamengo, é de doze pontos (faltando, contudo, um jogo do Grêmio, que poderá reduzi-la para dez), deixando os demais rivais embolados entre si, estando o segundo com 27 e o décimo primeiro com 22 pontos, ou seja, no momento, "um campeonato totalmente a parte"! Pudera: em 15 jogos, um time com 13 vitórias, enquanto o seu adversário mais próximo, dentre os outros 19, possui 8, é algo realmente inacreditável!

A rigor, próxima da campanha do Botafogo de 2023 (13 vitórias, 0 empate e 2 derrotas em 15 jogos), com 86,6% de aproveitamento, guardadas as devidas proporções, cabe mesmo só a lembrança da do Botafogo de 2021, que, em sua arrancada para o título da série B, em 12 jogos, ganhou 10, empatou 1 e perdeu outro, ou seja, 86,1%.

(...)

Mas, como escrevera naquela campanha de 2021, na série B, e reproduzo agora:

"Tem coisas que só acontecem com o Botafogo!!! Me desculpem, mas SÓ ELE tem essa primazia!!! Aliás, até por isso, embora, pelos últimos resultados, seja difícil assimilar tal hipótese, o Botafogo, SÓ ELE, de repente, nas próximas doze partidas, pode perder dez, empatar uma e vencer outra!!! Sei lá!"

Enfim, se isso ocorrer, é porque tem coisas que só acontecem com o Botafogo mesmo! No fundo, o que esse time fez até agora, da forma como fez, diante de quem fez, com o plantel que dispõe, já o coloca como sendo uma das façanhas mais incríveis e inacreditáveis da história do futebol brasileiro! Aliás, o próprio episódio da inesperada saída do nosso "midas", Luis Castro, sendo que o seu substituto, na condição de técnico interino, "encaçapou" quatro vitórias seguidas nos quatro jogos que disputou, é fator que realça ainda mais essa bonita e emblemática odisseia. 

O que vai ser lá na frente, é impossível saber! Mas, como Botafoguenses, estamos preparados! Seguiremos até o final, que não termina este ano, com ou sem título!

(...) 

Coisas do Botafogo, cujas razões não se encaixam em probabilidades, razoabilidades, proporcionalidades,... Coisas do Senhor, que de vez em quando resolve dar um caprichado lustro em sua estrela preferida, para que ninguém se esqueça do que Ele e ela são capazes de fazer! E nós, de agradecer, independentemente do que o destino reserva para acontecer, pois o principal de tudo é ser Botafoguense!"

O resto da história todo mundo conhece. Como "tem coisas que só acontecem com o Botafogo mesmo", foi aquela "tragédia", perdemos, incrivelmente, o campeonato brasileiro para o Palmeiras, aliás, nem só isso, mais algumas outras posições, conseguindo a "proeza" de terminar a competição em quinto lugar, o que, para conferir contornos ainda mais "cruéis", obrigava o time à tal pré- libertadores, uma espécie de "qualificação" para se saber se realmente vai ou fica. 

Não vou me ater, pormenorizadamente, ao que aconteceu no transcurso de 2024. Ainda está fresco na memória de todo mundo. Prefiro apenas seguir na linha de que "tem coisas que só acontecem com o Botafogo. Eternamente". Ora, se é assim, porque não, contra todos os prognósticos, o time ter um "ano mágico" e terminá-lo com a façanha de sagrar-se campeão da libertadores e brasileiro, numa saga absolutamente inacreditável?

E porque prefiro resumir a conquista em um parágrafo, concedendo amplo espaço para relatar parte da terrível trajetória até chegar a ela? 

Vou resumir aqui, mediante parte de um artigo que escrevi, recentemente, sob título "este ano vai ser diferente" (A Tribuna, Vitória-ES, 01.01.2025, P 15): 

"(...) Se, como eu, você também é botafoguense, então, esquece! Se para ser feliz você necessita ganhar títulos e mais títulos todo ano, lhe dou um conselho: mude de time! Tudo bem que não precisamos levar mais tantas décadas para ganhar alguma coisa, mas será que você ainda não se deu conta de que a imensa alegria pelos títulos de 2024 se deve, em grande parte, ao tempo que se levou para alcançá-los? (...)."

Enfim, ainda que existam "coisas que só acontecem com o Botafogo" e o time possa, na sequência, ser bicampeão da libertadores, do campeonato brasileiro e até campeão do mundial, ganhando, na final, de ninguém menos do que do Real Madrid, é muito improvável que se repita o "ano mágico" e todos devem estar preparados para isso. 

Mas, quer queiram quer não, quer admitam, quer não, o Botafogo, definitivamente, mudou de nível! Isso é, básica e realisticamente, o que se pode pretender! E quem, há dois anos, acreditaria que isso iria acontecer?

Após um "ano mágico", tudo se torna mais difícil. Jogadores, treinadores e toda a estrutura futebolística se valoriza. Logo, a sua manutenção se torna, em tese, bem mais cara. O mercado se abre de forma bem mais receptiva para sedução e aquisição de seu plantel. As possíveis contratações do time passam a ser mais vigiadas pelos concorrentes. Em contrapartida, tudo para o time é mais caro etc etc.

E jamais pode se perder de vista que o Botafogo, agora, é uma empresa! Uma empresa que tem dono! O John Textor! Que, obviamente, não irá gerir um time de futebol exclusivamente voltado para atender à paixão de torcedores. E nem mesmo às suas, embora, nesse particular, eu esteja convencido de que ele realmente se apaixonou pelo Botafogo. Mas, antes de se apaixonar pelo Glorioso, ele já era casado com toda uma rede de situações que moldaram sua conduta até se tornar o vitorioso empresário que é.

Não segurou o Artur Jorge... Paciência. Se ele realmente quisesse ficar, ficaria. Ah, o Almada, o Luiz Henrique,... Tomara que não desfigurem totalmente o "quarteto fantástico", levando também o Savarino e o Igor Jesus... Fica quieto! Tá todo mundo na vitrine. Não vou nem citar aqui mais nomes para não aguçar o "mercado"...

Ao mesmo tempo, com o devido respeito, o glorioso 2024 do Botafogo foi um esculacho na concorrência... Como assim, aquele time despedaçado do Botafogo, "definitivamente" destroçado em 2023, ousou nos submeter a esse papel de distantes coadjuvantes? Isso não vai ficar assim não...

Se X e Y já eram duas hegemonias "sobrenaturais" no atual cenário do futebol brasileiro, elas estão se precavendo e se agigantando ainda mais. E, afora elas, tem um alfabeto inteiro se mobilizando para reviver ou viver essa glória eterna hoje muito celebrada pelo Botafogo.

No frigir dos ovos, depois dessa omelete toda, o que realmente importa é que ser Botafoguense é algo realmente tão especial que, infelizmente, não dá para ser alcançado, sentido ou experimentado por quem não é, o que é uma pena, já que não somos egoístas a ponto de querermos só pra nós esse prazer de ser, viver e estar.

O que ocorreu com o Botafogo em 2024 vem de muito antes. Aliás, de uma época em que estar em campo com a camisa do Glorioso era, no mínimo, uma razão para se pensar bastante antes de se desfazer dela por uma outra.

É por isso que neste momento em que notamos tantos que parece não se darem conta de que a "magia" não acontece em todo momento e nem em todo lugar, exatamente como fiz na crônica de 2021, portanto, bem antes de SAF e de todo o desenrolar que culminou com os títulos de 2024, quero terminar, sem badalação, lembrando de um jogador, que, infelizmente, não conseguiu demonstrar todo seu potencial em razão das várias lesões que se seguiram, mas que, para mim, simboliza algo muito importante no tocante ao que é vestir a camisa do Botafogo, na alegria ou na tristeza: 

"(...) Mas, o verdadeiro motivo dessas linhas é quanto ao RAFAEL!!!

Há muito tempo não vejo um jogador de idêntico potencial que tenha demonstrado mais carinho e, principalmente, DESPRENDIMENTO, para atuar no clube de coração! Vejam bem, antes de me retrucarem: estou falando de coração e não decoração, tá!? 

A inveja é tamanha que, infelizmente, tem quem mesmo diante de todas as evidências demonstradas, insiste em dizer até que isto, hoje em dia, é impossível, que não acredita, que não vai dar certo e blábláblá.

Falo em inveja porque quem diz isso pode saber de tudo, menos do que é ser Botafoguense! Pode não dar certo por algum motivo? Pode! Mas não acredito que o cara não tenha vindo de corpo e alma para o Glorioso! Afinal, quem é realmente Botafoguense, sabe bem que tem coisas que só acontecem com esse time! Imagina a rara oportunidade de confirmar isso de forma tão positiva, jogar no Botafogo e, ainda, ofuscar a "naturalidade" da "infidelidade recíproca" que caracteriza os "enlaces futebolísticos", atualmente, especialmente quando o dinheiro assume mais importância do que realmente tem. 

Parabéns Botafogo! Parabéns Rafael!"