BOTAFOGO: UMA RICA HERANÇA IMATERIAL
Este ano vai dar o óbvio, tanto no Campeonato Brasileiro, quanto na Libertadores: Flamengo ou Palmeiras! Digamos que, no Brasileiro, matematicamente, até existem outras remotas possibilidades. Porém, na Libertadores, não: Flamengo x Palmeiras, no dia 29.11.2025, jogo único, em Lima, no Peru!
Os elencos e estrutura são tão robustos, que permitem realizar façanhas incríveis, como fez o Palmeiras, ao reverter um placar desfavorável de 3 a 0, do primeiro jogo, para um 4 a 3, devido ao convincente 4 a 0, no segundo, em embate da semifinal contra a LDU.
Curiosamente, um mesmo 4 a 3 que aplicou no Botafogo, em 2023, após estar perdendo, no primeiro tempo, por 3 a 0, marcando, para sempre, aquele ano que o destino simulou fraqueza, mas apenas para realçar a epopéia do seguinte...
Aliás, por falar em Botafogo, tem coisas exclusivas, só acontecem com ele! Daí, a grande dificuldade que muitos tem em compreender como sua torcida consegue sobreviver aos verdadeiros "cataclismas existenciais" do clube, além de manter e transmitir a rica herança imaterial que representa torcer pelo time, algo que é para poucos (mas não tão poucos como teimam em dizer...).
E me recordo do nadador americano Caeleb Dressel, colecionador de vários ouros, mas que, na prova dos 50 metros livre, em que bateu recorde Olímpico, em Tóquio (2021), foi simplesmente contagiado pela efusiva comemoração do Bruno Fratus, ao finalmente conquistar sua inigualável medalha de bronze...
Se, nos últimos anos, as conquistas foram poucas, nem por isso - talvez até por isso - deixaram de ser memoráveis, como o Campeonato Brasileiro dos idos de 1995, alguns Campeonatos Carioca, como os de 1989 e 1990, o último deles, em 2018, enfim,...
É que o Botafogo pode até demorar, mas costuma produzir grandes feitos, para si, o Brasil e o mundo, como a história "mais antiga" indica e a mais recente confirma, já que, em 2024, justamente após o "colapso" do ano anterior, a "estrela solitária", vista como psicologicamente esfacelada, simplesmente, foi campeã da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, contra todos prognósticos e, algo também muito nosso, com os maiores dramas possíveis, como a expulsão de um dos jogadores, com menos de um minuto de jogo, em uma partida final...
De quebra, já neste ano, ainda disputamos a Copa do Mundo de Clubes, onde ganhamos de ninguém menos do que o poderoso Paris Saint-Germain, além de termos concorrido ao título de melhor time do mundo, simplesmente na companhia do mesmo PSG, Barcelona, Chelsea e Liverpool.
Enfim, no Botafogo, o drama que inspira é o mesmo que expira poesia, cuja epifania, suficientemente maturada, faz até o impossível, gloriosamente, acontecer!