sexta-feira, 12 de junho de 2026

O sentido da vida

 

O  SENTIDO DA VIDA

Embora não exista definição precisa a respeito, ao longo da história, muitos se voltam para oferecer pistas visando satisfazer essa dúvida da humanidade: afinal, qual é o sentido da vida?

Evidente que não serei eu a conseguir a proeza de apresentar um conceito razoavelmente sólido sobre o tema, muito menos essa é a pretensão, até porque, mesmo se a humanidade chegasse a um impossível consenso, não conseguiria impor um sentido para a vida de alguém, pois se há algo que gira em torno dela, fundamentalmente, é o livre arbítrio!

Nessa linha, prefiro a advertência de Roberto e Erasmo: "se o bem e o mal existem, você pode escolher. É preciso saber viver!".

E Gonzaguinha bem ilustra que saber viver é aceitar e estar disposto a seguir aprendendo, enquanto se vai vivendo (e vice-versa): "viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz".

E pronto! Quer um sentido para a vida? Não tenha vergonha de ser feliz, opte pelo caminho do bem e se proponha a ser um constante aprendiz!

De qualquer forma, embora a vida nos proporcione a oportunidade de sermos eternos aprendizes, certo é que o exercício do livre arbítrio pressupõe a possibilidade, a necessidade e a responsabilidade por escolhas, umas mais, outras menos importantes, mas que, de alguma maneira, acabam por ir moldando o sentido da vida de cada um.

Obviamente, optar por este ou aquele sapato, em princípio, não influirá na vida de ninguém, mas, a título de exemplo, por esta ou aquela profissão ou emprego, relacionar-me com esta ou aquela pessoa, ter ou não um filho, já são escolhas, no exercício do livre arbítrio, que impactam também outras vidas, além da própria.

Aliás, dentre as três, a profissão ou emprego é aquela que, em tese, mais tem a ver com caráter de unilateralidade na escolha, logo, com as responsabilidades e consequências decorrentes da opção.

Passando para o relacionamento, já muda de figura, pois por menor que seja o comprometimento e o tempo de duração, pressupõe limites à plena autonomia, considerando que as escolhas daí decorrentes tornam-se, de alguma maneira, entrelaçadas, assim como as consequências, que não deixarão de adentrar e atingir, também, o universo de outra pessoa, além da própria.

E, chegando aos filhos, nascem e permanecem totalmente dependentes de escolhas que não são feitas por si, com enorme potencial de influírem inclusive na oportunidade de fazê-las. Daí, uma imensa e intransferível responsabilidade dos pais pelas opções que fazem, especialmente até o momento de entrega mais definitiva do bastão que levará adiante o sentido da vida de cada um dos novos aprendizes de sua mais instigante lição.

Luiz Antônio de Souza Silva